domingo, 11 de maio de 2014

UM MÁGICO CHAMADO EDYL

Quando o grande Edyl de Mattos Morais faleceu, entre as inúmeras e merecidíssmas homenagens, uma crônica do Carlos Henrique da Costa Mattos. Em 20/02/1993, em minha coluna “O recado de Orlando Pimentel”, assim me posicionei:

Ninguém foi tão importante, para a minha geração, quanto o Edyl. Não falo do contador consa­grado e tão bem decantado no artigo sempre brilhante do Carlos Henrique da C. Mattos. Falo do cidadão, do homem da noite, do Presidente do Barra Tênis Clube. Falo do homem cujas idéias e promoções inovadoras encantaram toda a minha geração.
Não, definitivamente o Edyl não foi um homem comum. Para mim nada melhor do que a palavra MÁGICO para defini-lo.
Alguém poderá avaliar a importância da cons­trução de uma piscina no início dos anos sessenta? Naquela época, o mais assemelhado era o rio Paraíba que, além do risco do tifo, volta e meia levava um.  De repente, não mais que de repente, o EDYL “inventa” uma piscina.
Que loucura! Alguém poderá, novamente, avaliar a importância das “menininhas” do Medianeiras vistas pela vez primeira, de maiô? Foi uma loucura.
Era o inicio dos anos sessenta e o EDYL ousou. Não satisfeito com esta '' mágica”, o EDYL inventou a  'Pérgula da piscina”. Foi outra loucura.

As brincadeiras dançantes, embaladas pela ' 'bossa nova”, foram o palco para as inúmeras e imorredouras paixões trimestrais da adolescência.

Namorou-se muito naquela época. Muitas paixões deram em casamento. São muitos os amigos que já comemoram Bodas de Prata e que começaram o namoro dançando na pérgula “inventada” pelo EDYL.

Outras paixões não redundaram em nada, mas, nem por isso, deixaram de ser inesquecíveis paixões. Minha geração fala nelas até hoje. Trinta anos depois, alguns amigos afirmam que aquele foi o período mais encantador de suas vidas. Éramos felizes e sabíamos disto.

Foi o EDYL o grande maestro daquela época de encantamento, Felizmente tive a oportunidade de, recentemente, participando de homenagem do Tênis ao EDYL DE MATTOS MORAES, dizer-lhe do quanto ele representava para mim e para minha geração.

Os que foram adolescentes comigo, sabem que tínhamos duas casas. Uma, a individual de cada um. Outra, a comunitária que era o Tênis onde tínha­mos no EDYL um amigo um irmão, um pai e, sobre­tudo um mágico incansável sempre capaz de nos encantar.

O Carlos Henrique está certo, Não tenho a menor dúvida. Vai haver festa no céu.                        


3 comentários:

  1. Orlando, você prestou uma bonita homenagem ao grandioso Edyl de Matos Moraes. Realmente ele foi um mago da nossa época! Meus parabéns!!!

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  2. Eu disse na postagem anterior, que você, prestou uma bonita homenagem ao publicar a crônica do nosso saudoso Carlos Henrique da Costa Mattos...muito bonita!

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  3. Edyl foi um grande amigo de minha família. Lembro-me ainda criança de ir às festas, junto com meus pais, na casa dele, onde depois funcionou o Prontil). Eram festas grandiosas, até mesmo para as crianças. Depois, já na adolescência, tive a oportunidade de participar da inauguração da casa dele em Paquetá!!! Creio ter sido a maior festa que ele promoveu e com certeza a maior que eu participei. Algo até hoje indescritível! Saudades de toda a família.

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